das quiltisses

 

lentamente volto ás manualidades e ás capulanas da Pépé recheadas com o batting da Rosa.

o que eu gosto no quilting e no patchwork não são os elaborados recortes as combinações extraordinárias das formas e das cores, as composições fenomenais que se transformam em obras primas.

desde miuda que gosto dos retalhos costurados. se virmos a maioria das ilustrações de contos do “meu tempo”, invariavelmente as camas dos meninos são cobertas com colchinhas aos retalhos. este é o quilting que eu gosto; aquele mais infantil, mais básico.

mas acima de tudo o que eu gosto no quilting é a forma como se costuram afectos. e ao passear-se na internet vamo-nos deparando com obras extraordinárias de celebração do sentimento.

umas mais simples e alegres que celebram a vida que chega, outras mais tristes que se transformam em actos terapêuticos de lidar com a dor (confort ou passage quilt).

a ideia não me entusiasma, mas enternece-me.

não me entusiasma porque me assusta…

e depois de dois dias activos em modo quilteira, novamente a paragem! dentro de casa a mesa é pequena. Lá fora chove…

Mas gosto deste tempo!!!

CAPULANA DEALER

 

quando fiz os meus primeiros quilts de capulanas – dito assim parece que foram muitos na verdade foram só dois mas estão vários em processo de… – várias pessoas me escreveram a perguntar onde arranjava os panos dado os padrões serem um pouco diferentes do que normalmente, por estas bandas, se associa aos panos Africanos.

já tinha dito que num post anterior que eram capulanas Moçambicanas, não forçosamente originais de lá, mas compradas lá , em Pemba, e a sua maioria produzidas na India para o mercado da Tanzânia. sim a aldeia global!

julgo que chegou a hora de apresentar a cara da pessoa que as escolhe minuciosamente e lhes faz os devidos testes de resistência e qualidade.

na foto que se segue apresento-vos o sr. Mumuca, o meu dealer textil, sedeado no norte de Moçambique e que leva verdadeiramente a sério esta delicada tarefa.

segredo desvendado!

Nota: o apêndice patal que espreita entre os panos é da progenitora, que ao que consta financia a operação. Fica aqui a garantia de que todos os panos são lavados aquando a sua recepção…