Autor: Carla

  • de lunch #5

    papaia verde estufada, daging rendang

    os meus fornecedores vao de ferias a  surabaya… 10 dias…

  • de jantar #1…

    3 pessoas na mesa 5

  • Lunch #4

    tofu, chap chai

  • de lunch #3…

    asseguro-vos que estava bom…

  • de Taxi #3…

    tornaram-se surpreendentemente monotonos…

    muito amarelos…

    e mto pouco personalizados.

    o de hoje tinha no tecto a mensagem “Lord, save us!”

    pouco auspicioso…

  • de chegada…

    as coisas sao mais ou menos iguais, os cantos mais ou menos os mesmos

    restam poucas das antigas pessoas

    recebo um email a dizer welcome home

    e choro um bocadinho

    acho que sim, que ‘e casa.

  • de ainda a caminho…

    em Bali. Reencontro feliz com o nasi goreng.
    mas falta-lhe qualquer coisa: uma piolha ao lado a apanhar com os dedos os graos que lhe descansam no colo…

  • de a caminho…

    em Kuala Lumpur de pes inchados. maldita classe economica.
    a estrategia de nos fazerem sair do aviao atravessando a 1a classe ‘e uma especie de lembrete da companhia aerea: olha onde poderias vir deitado se te tivesses esforcado um pouco mais na vida…

    e a comida sabe toda a lemon grass. saudades do lemon grass…

  • de tem mesmo que ser…

    sketch1
    hoje parto para Timor, por 60 dias sem filha.
  • de querem lá ver…

    apercebi-me agora que irei passar o Domingo de Páscoa em Bali…

    menos mal, menos mal…

  • de Luther King…

    “o que é mais preocupante não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, ou dos sem ética. O que é mais preocupante é o silêncio dos que são bons.”

    hoje lembrei-me disto…

  • de tarde demais…

    por este altura nos anos 80, quando eu frequentava o secundário, invariavelmente as notas baixavam no segundo período.

    a coisa aterrorizava-me e eu fazia promessas a vários deuses e tinha sonhos reconfortantes com inundações, bombas e incêndios que destruiam rapidamente e sem qualquer risco para os funcionários, o edificio a que nós chamávamos sede. E por entre as chamas, as vagas de água, as nuvens de fumo, despareciam para sempre as pautas com as notas do 2ºperíodo!

    no Domingo ouviu-se a sirene dos bombeiros e da janela do quarto da Gui – o meu antigo quarto – viam-se labaredas altissimas e fumo negro. O edificio – agora abandonado – era consumido pelo fogo…

    pensar que isto um dia me poderia ter feito feliz.

    pego na Gui e levo-a até lá para ver os bombeiros em acção, e as gruas, a água a correr… era um final de dia excitante logo após a festa de aniversário, e metade da vila teve a mesma ideia e ao longo da rua agrupavam-se magotes de gente a quem eu reconhecia a cara mas não sabia o nome, com filhos pela mão a partilhar exactamente o mesmo sonho…

  • de aniversário…

    7 anos!

    7!

    sete…

    e amigos amorosos

    Tio Verme, Tiphaine, Paulinho, Tomé, Lita, Yukiko, Sienna, Anne-Marie, Carmen, Silvia, Diogo, Maria João, Sara, Diana, D.Marga, Carlos, Erin, Kumi, Yoshi, Florian, Tina, que mesmo a viverem já no dia seguinte, ou no dia anterior e que mesmo sem estarem fisicamente connosco há imenso tempo, recordam a data, celebram à distância e relembram-me o que dificilmente esqueço: que é um privilégio ser mamã desta minha menina.

    E às amigas Flickr que fazem já parte dos nossos dias…

    E à familia…

    Obrigada!

    e Domingo celebramos!

  • de que lindos são os filhos…

    cheia de boa vontade, levo a G. e uma amiguinha a almoçar fora em plena semana de aulas.
    coisa de miúdas crescidas, de “ladies who do lunch”.
    a certa altura no restaurante senta-se na mesa ao lado um adolescente com um penteado com vida própria, endereço de email e provavelmente número de contribuinte e a amiga da G. faz um comentário surpreendentemente elaborado certeiro e sarcástico para uma piolha de 6 anos. E eu, a mais infantil das três digo-lhe:
    – cuidado, ele pode ouvir-te.
    e ela responde depois de lhe tirar as medidas:
    – penso que seria mais rápida do que ele a correr e estamos muito perto da porta.
    – mas eu sou um bocado lenta – digo-lhe eu.
    nesse momento a minha adorada filha, a minha menina, a luz dos meus olhos, resolve vir em meu socorro.
    – sabes – diz ela com ar de compaixão à amiga – a mamã tem maminhas grandes, estás a ver? – e coloca-lhes as mãos em cima para facilitar a identificação das mesmas – e quando a mamã corre as maminhas fazem assim para cima para baixo para cima para baixo – e exemplifica com as mãos – e não é confortável para ela, percebes? Por isso é que ela é mais lenta.