de a caminho…

em Kuala Lumpur de pes inchados. maldita classe economica.
a estrategia de nos fazerem sair do aviao atravessando a 1a classe ‘e uma especie de lembrete da companhia aerea: olha onde poderias vir deitado se te tivesses esforcado um pouco mais na vida…

e a comida sabe toda a lemon grass. saudades do lemon grass…

de tarde demais…

por este altura nos anos 80, quando eu frequentava o secundário, invariavelmente as notas baixavam no segundo período.

a coisa aterrorizava-me e eu fazia promessas a vários deuses e tinha sonhos reconfortantes com inundações, bombas e incêndios que destruiam rapidamente e sem qualquer risco para os funcionários, o edificio a que nós chamávamos sede. E por entre as chamas, as vagas de água, as nuvens de fumo, despareciam para sempre as pautas com as notas do 2ºperíodo!

no Domingo ouviu-se a sirene dos bombeiros e da janela do quarto da Gui – o meu antigo quarto – viam-se labaredas altissimas e fumo negro. O edificio – agora abandonado – era consumido pelo fogo…

pensar que isto um dia me poderia ter feito feliz.

pego na Gui e levo-a até lá para ver os bombeiros em acção, e as gruas, a água a correr… era um final de dia excitante logo após a festa de aniversário, e metade da vila teve a mesma ideia e ao longo da rua agrupavam-se magotes de gente a quem eu reconhecia a cara mas não sabia o nome, com filhos pela mão a partilhar exactamente o mesmo sonho…

de aniversário…

7 anos!

7!

sete…

e amigos amorosos

Tio Verme, Tiphaine, Paulinho, Tomé, Lita, Yukiko, Sienna, Anne-Marie, Carmen, Silvia, Diogo, Maria João, Sara, Diana, D.Marga, Carlos, Erin, Kumi, Yoshi, Florian, Tina, que mesmo a viverem já no dia seguinte, ou no dia anterior e que mesmo sem estarem fisicamente connosco há imenso tempo, recordam a data, celebram à distância e relembram-me o que dificilmente esqueço: que é um privilégio ser mamã desta minha menina.

E às amigas Flickr que fazem já parte dos nossos dias…

E à familia…

Obrigada!

e Domingo celebramos!

de que lindos são os filhos…

cheia de boa vontade, levo a G. e uma amiguinha a almoçar fora em plena semana de aulas.
coisa de miúdas crescidas, de “ladies who do lunch”.
a certa altura no restaurante senta-se na mesa ao lado um adolescente com um penteado com vida própria, endereço de email e provavelmente número de contribuinte e a amiga da G. faz um comentário surpreendentemente elaborado certeiro e sarcástico para uma piolha de 6 anos. E eu, a mais infantil das três digo-lhe:
– cuidado, ele pode ouvir-te.
e ela responde depois de lhe tirar as medidas:
– penso que seria mais rápida do que ele a correr e estamos muito perto da porta.
– mas eu sou um bocado lenta – digo-lhe eu.
nesse momento a minha adorada filha, a minha menina, a luz dos meus olhos, resolve vir em meu socorro.
– sabes – diz ela com ar de compaixão à amiga – a mamã tem maminhas grandes, estás a ver? – e coloca-lhes as mãos em cima para facilitar a identificação das mesmas – e quando a mamã corre as maminhas fazem assim para cima para baixo para cima para baixo – e exemplifica com as mãos – e não é confortável para ela, percebes? Por isso é que ela é mais lenta.