de outra vez…

quando iniciei um bem intencionado, mas falhado,  processo de aprendizagem do Tetum nos anos 90, muito mal acompanhada pela P., e ensinada por um professor muito pequenino que de tão feliz por ter gente a fazer perguntas sobre Timor, se esquecia de nos ensinar e constantemente interrompido por uma miuda irritante que a cada 10 minutos nos lembrava que “o meu noivo é Timorense se eu for ao mercado como é que pergunto o preço da alface?” (dolar ida miuda, ou fifticens num dia bom), bem, nessa altura aprendi uma musiquinha que achava eu na minha ignorância que se foi ensinada pelo professor – que se punha em bicos de pés nas tónicas – é porque seria coisa muito tradicional…

 

lógico que na minha boa fé e apesar da fraca memória para a letra (era sobre uma carta?) fui fazendo lalalala à menina no espírito de fomentar as raízes…

hoje deparo-me perante 10 anos de engano…

a canção é de facto tradicional… mas Maori… da Nova Zelândia…

apesar de tudo, fala na mesma de amor… ,enos mal…

10 thoughts on “de outra vez…

  1. Eu também estava lá… nas tais aulas de tetum… lembras-te?… Mas como és uma ingrata, só falas da P.!… Obrigada por me fazeres lembrar aqueles momentos e a tal canção… que eu já sabia ser tradicional maori pois até a tenho num CD, cantada pela Kiri. Linda!
    Beijinhos para ti (já nem me lembro como se diz beijos em tetum, se é que alguma vez soube!)

  2. juro seja ceguinha se me lembro de ti nas aulas, Céuzeta! tu estás absolutamente certa que lá ías? ou não será uma daquelas coisas que tu gostarias muito de ter feito mas tanto tanto tanto que acabáste por acreditar que de facto as frequentaste? é que sejamos realistas: nessa altura tu eras redondita, a pepe não tinha rabo e eu era praticamente uma modelo. eu não creio que nós as duas desejassemos ser vistas em publico contigo, percebes?
    o tempo acabou por fazer vingança por ti… agora a coisa seria um bocadito ao contrário… mas prometeram-me umas bonecas do haiti…

  3. Não Ceuzeta, enquanto nós iamos às aulas de tetum – ali na praça de qq coisa de Deus onde havia uma loja de animais e comprámos umas coisitas para por nas coleiras dos nossos animais, lembraste carelita? – anyway, isto é para Ceuzeta, enquanto nós iamos às aulas de tetum, tu estavas no convento a comprar bolachas de aveia para eu devorar no dia seguinte, lembraste??

  4. O cheque foi para pagar as bolachas que a P. devorava… e certamente sonhei que andei a estudar tetum… e nem sei se me lembro muito bem de vocês duas…! Certo, certo… e isso não esqueço, é que vivi convosco alguns dos momentos mais inteligentes e hilariantes da minha vida! Ontem passei a tarde naquela casa velha da rua de Santiago que agora parece assombrada… a acabar de encaixotar as últimas coisas… e encontrei uma certa página do Raskin com a notícia do atentado ao Jeremiah!… Morri a rir e tive tantas saudades tanta coisa!… Estou saindo definitivamente de lá! Terminou esta etapa da minha vida. Beijos para vocês duas!

  5. Ceuzeta, refereste a sair definitivamente da casa assombrada, certo? É que daí têm chegado notícias escabrossas (ai… não sei escrever esta palavra…) que estão a mudar todo o entendimento que eu tinha do mundo e, inclusivamente, o alinhamento dos planetas… Por favor! Algum respeito! Algumas coisas ainda são sagradas, não?

  6. O Raskin!!! O maior veículo da cultura ONGediana Portuguesa! A Vera Lagoa dos boletins periódicos. Com apenas um número impresso, mas um número visionário que com 8 anos de antecedência previu a tragédia que agora se verifica!
    Olha lá, não foi para a reciclagem, pois não?

    e escabrosas só tem um /s/

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